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POR QUE A GASOLINA ESTÁ CARA DE QUEM É A CULPA QUANDO A GASOLINA VAI BAIXAR DE PREÇO

POR QUE A GASOLINA ESTÁ CARA? DE QUEM É A CULPA? QUANDO A GASOLINA VAI BAIXAR DE PREÇO?

Nunca foi tão caro abastecer o carro! Independente do lugar que você mora no Brasil, você já deve ter reparado e principalmente sentido no bolso a grande alta dos combustíveis que teve o seu início no ano passado.

Mas por que a gasolina anda tão cara e será que ela irá continuar subindo?

Se você parar pra pensar que em maio de 2020 o preço médio da gasolina no Brasil era cerca de 3 reais e oitenta centavos o litro e hoje o valor médio já passa dos 6 reais e 10 centavos.

alta da gasolina

Lembrando que é o preço médio no país, em algumas regiões o custo do litro da gasolina já passa dos 7 reais e vinte centavos.

O que resulta em uma alta de cerca de 61%.

Somente em 2021 a gasolina já acumula uma alta de mais de 35%.

E pior as previsões é que no curto prazo os aumentos continuem.

Antes de falarmos sobre o que está gerando todo esse aumento, vamos entender melhor como é a formação de preço da gasolina.

Cerca de 33,6% do preço da gasolina é quanto a Petrobras cobra, esse valor engloba tanto o custo da operação, quanto o lucro da empresa.

Como a gasolina não é totalmente pura, ou seja, ela tem adição de álcool anidro, esse adicional de álcool corresponde a 16,9% do valor da gasolina.

Já a distribuição e revenda, que é a fatia que fica tanto para as distribuidoras, quanto para os postos de combustíveis e já levando em consideração também o transporte, representa cerca de 10,4% do valor da gasolina.

O ICMS é um imposto estadual e o seu percentual varia de estado para estado, mas em média ele representa cerca de 27,6% do valor da gasolina.

Já o Cide, o PIS e o COFINS são impostos federais, eles representam cerca de 11,5% do valor da gasolina. Fechando assim a composição final dos custos do combustível.

E nesse momento se você já fez as contas, você pode observar que quase 40% do que você paga na gasolina é imposto, em alguns estados esse percentual é ainda maior devido a diferença de alíquota do ICMS.

Esse valor é realmente muito alto e logico que assim como em outros itens de consumo deveria ser repensado, mas aqui temos um fator importante. Apesar de toda essa carga tributária sobre o preço da gasolina, os impostos não aumentaram no último ano, então seria errado culparmos os impostos pela alta dos combustíveis.

Na verdade, temos 2 grandes vilões.

O primeiro é o petróleo.

A Petrobras em sua política de preços, utiliza o valor do petróleo no mercado internacional. E o preço do petróleo por sua vez varia de acordo coma oferta e demanda.

O problema é que a demanda do petróleo no auge da pandemia caiu muito, devido a grande maioria dos países do mundo terem realizando o fechamento temporário de suas economias.

Com a demanda caindo o preço do petróleo despencou, se em janeiro de 2020 o valor do barril estava em cerca de 64 dólares em maio ele chegou a 23 dólares.

alta petroleo

Essa queda vertiginosa do valor do barril do petróleo fez com que as empresas petrolíferas reduzissem suas produções para tentar segurar a queda do preço.

E aqui entra a Opep, ela é a Organização dos Países Exportadores de Petróleo que é composta por 13 membros que são os principais produtores e exportadores de petróleo do mundo, juntos eles detêm quase 80% da reserva de petróleo mundial.

E no mesmo período que o petróleo batia na casa dos 23 dólares a Opep decidiu realizar um corte recorde na produção de cerca de 10%.

Ao mesmo tempo outros países produtores seguiram o mesmo caminho e cortaram as suas produções, inclusive a própria Petrobras realizou um corte em sua produção de cerca de 20%.

A medida surtiu efeito e o valor do barril do petróleo voltou a subir.

Com a retomada das economias no mundo todo, a demanda passou a aumentar e muito, fazendo o preço do barril de petróleo passar de 86 dólares, o que representa uma alta de 373%.

Vários países produtores de petróleo passaram então a aumentar a suas produções lentamente, pois ainda eram impactados pela falta de mão de obra devido as medidas restritivas por conta da pandemia.

Mas a Opep não demonstrava interesse em aumentar novamente a produção e como ela representa os maiores produtores do mundo, esse movimento continua inflando os preços.

Isso tem gerado grande pressão dos outros países sob a Opep, no mundo todo tem se observado preços recordes nos combustíveis, os Estados Unidos já estudam usar as suas reservas de petróleo, enquanto isso a crise energética na Europa se agrava.

No Brasil, tanto a gasolina quanto o diesel e o gás de cozinha nunca estiveram tão caros. Agora se você analisar o valor da gasolina em dólar no mundo, a média mundial está na casa de 1 dólar e 30 centavos, enquanto no Brasil está em 1 dólar e 15 centavos. Ou seja, o Brasil comparado aos outros países não estaria tão mal, mas porque será que o brasileiro parece sentir mais essa alta de preço?

Isso nos leva ao segundo grande vilão.

O dólar

O dólar que no começo de 2020 estava por volta de 4 reais e 7 centavos, hoje está na casa de 5 reais e sessenta centavos. Um aumento de mais de 37%.

Com a pandemia, o dólar se valorizou no mundo todo, mas no Brasil esse movimento foi mais intenso e passado o pior da crise, o real continua desvalorizado e sem perspectiva de melhora para o curto prazo.

O que dá força para esse movimento de queda da moeda brasileira são as várias incertezas do mercado financeiro com relação a crise política que o Brasil vive.

A turbulência política demonstra para os investidores que o país não irá conseguir resolver as suas questões fiscais com as tão já faladas reformas necessárias.

Nesse momento a reforma administrativa e tributária estão paradas, até a reforma do imposto de renda que seria mais fácil de ser aprovada, está parada.

Sem as reformas necessárias para o país o investidor estrangeiro continua tirando o seu dinheiro do Brasil e por sua vez, fazendo a cotação do dólar explodir.

E isso nos leva a pergunta de ouro, qual seria a solução para a gasolina parar de subir?

Muitos falam em quebrar o monopólio da Petrobras, na verdade a Petrobras não tem mais o monopólio da exploração de petróleo desde meados de 1998. Existem sim outras empresas que exploram petróleo por aqui, o que não existe é empresas que fazem o refino dele para transformar em gasolina, não por questões de monopólio, mas pelo risco de se investir no Brasil.

Temos também a questão do Brasil ser autossuficiente em petróleo, o Brasil é sim autossuficiente no petróleo, mas ele importa mais de 20% da gasolina comercializada. Ou seja, a Petrobras não consegue suprir a demanda do refino no país.

Outra solução que muitos falam, seria então controlar os preços dos combustíveis, medidas como essa de controle de preços e tabelamentos já foram tentas sem sucesso em alguns países do mundo como Venezuela e Argentina.

No Brasil durante o governo Dilma os preços dos combustíveis foram controlados artificialmente gerando um prejuízo de cerca de 100 bilhões para a Petrobras e afastando mais ainda os investidores estrangeiros.

O atual governo tenta culpar o ICMS, jogando a culpa da alta da gasolina para os estados, como dito no começo desse vídeo, o ICMS é sim uma boa parte do custo do combustível, mas ele não sofreu aumentos nos últimos tempos em nenhum estado.

Inclusive existe hoje uma proposta de ajuste do cálculo do ICMS tramitando no congresso que não resolve o problema, ela apenas o empurra com a barriga e gera uma redução pequena sobre o preço do combustível num primeiro momento.

Como ano que vem é ano eleitoral eu poderia até supor que ela teria apenas caráter eleitoreiro. E você o que acha disso?

Analisando então o problema do preço da gasolina, se o petróleo nós não temos controle sobre o seu preço, os impostos podem ser reduzidos, mas isso mexeria com a arrecadação e por sua vez pioraria ainda mais o problema fiscal, nos sobra o dólar.

Para fazer com que o preço da moeda americana caia no Brasil, somente seria possível com uma melhora do cenário político no país e a aprovação das famosas reformas administrativa e tributária.

Com toda essa pressão que a Opep vem sofrendo, provavelmente a produção de petróleo passe a aumentar nos próximos meses, o que pode ajudar, mas se o dólar continuar subindo de nada vai adiantar.

E para piorar temos uma eleição no horizonte de 2022 o que deve mexer e muito com o câmbio durante o ano.

IPCA Setembro

IPCA sobe em setembro 1,16, acumulado em 12 meses chega a 10,25

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o índice que mede a inflação oficial no Brasil apresentou uma alta de 1,16% em setembro, ante 0,87% no mês de agosto.


Esse resultado é o maior para o mês desde 1994.


Os grandes vilões continuam sendo a energia elétrica e os combustíveis.
No ano a alta já é de 6,9% e no acumulado dos últimos 12 meses, de 10,25%. Bem acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central para esse ano, de 3,75%.


Podemos esperar mais aumentos para a taxa Selic nas próximas reuniões do COPOM(Comitê de Política Monetária).


O que você está fazendo para proteger os seus investimentos da inflação?